Dou a palavra…

a William Shakespeare e, quase de certeza, à história de amor mais vezes contada.

«Na bela Verona, onde se vai passar este drama, duas famílias, iguais em nobreza, impulsionadas por antigos rancores, fazem com que entre si se desencadeiem novas discórdias, em que o sangue dos cidadãos tinge as mãos dos cidadãos.

                Das entranhas fatais destas duas famílias inimigas, e sob funesta estrela, nascem dois amantes, cuja desventura e lamentável ruína há-de enterrar, com a sua morte, a luta dos seus pais. As terríveis peripécias deste fatal amor e a raiva obstinada desses pais, que nada pôde aplacar senão a morte dos filhos, vão ser, durante duas horas, o assunto da nossa representação. Se quiserdes ouvir-nos com benévola atenção, o nosso zelo há-de esforçar-se por corrigir o que nela achardes de insuficiente.»

 

in SHAKESPEARE, William, Romeu e Julieta, Coleção Novis, Lisboa, 2000

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