Canela.

Há já algum tempo que não publicava um texto mais extenso. Quebro, hoje, esse jejum com «Canela.». É, apenas, um pequeno devaneio sobre o que despertou em mim, um dia, o cheiro desta especiaria. Considerei, também, que seria adequado ao dia que se aproxima, aquele que é suposto ser o mais romântico do ano.

Já sabem que a Letras num Papel vos pode ajudar na produção da vossa história, mais ou menos romântica, ou, simplesmente, a preparar uma invulgar dedicatória, seja para o Dia de São Valentim ou para qualquer outro em que vos apeteça mimar alguém. Falem connosco!

 

in lifestylebypoliquin.com, via Pinterest (Mariangela Laconi)

in lifestylebypoliquin.com, via Pinterest (Mariangela Laconi)

Passava à frente de uma pastelaria, quando me golpeou o cheiro forte da canela. Imediatamente me lembrei da noite que passámos a olhar o céu e a comer aqueles bolinhos que a tua mãe tinha feito. Foi a nossa primeira noite. Foi, também, a nossa última noite. Nunca mais nos vimos e, no entanto, ainda hoje, o cheiro da canela me leva sempre de volta àquelas horas em que, juntos, sonhámos com uma vida que, sabíamos, nunca iríamos viver. Desde essa altura, a canela cheira a viagens, a longe e ao sabor dos bolos que comeríamos a olhar o infinito, nada mais, nada menos do que o nosso reino.

Gosto de pensar que, também para ti, aquela noite ainda é presente e que o futuro que sonhámos ainda pode ser. Quero pensar que, também a ti, o cheiro da canela te leva embora.

Talvez, num acaso desses que a vida tem, sintamos os dois o cheiro da canela no mesmo exato segundo e consigamos encontrar-nos nesse lugar que, uma noite, ousámos imaginar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *